Uso da skill de direito médico
Direito médico exige método antes de velocidade.
A skill foi pensada para análise de casos, construção de teses e estratégia em responsabilidade médica, saúde suplementar, PEP no CRM, regulatório ANS/ANVISA, SUS e consultivo de saúde. Ela organiza o raciocínio; a decisão jurídica continua com o advogado.
Eixos cobertos
A pergunta certa muda conforme o caso, o polo e o documento.
Responsabilidade médica
Erro médico, prontuário, consentimento informado, cirurgia estética, infecção hospitalar, perícia e nexo causal.
Saúde suplementar e regulatório
Negativa de cobertura, rol da ANS, off-label, reembolso, NIP, PAS, SUS, ANVISA e fiscalização sanitária.
Ético-disciplinar e consultivo
PEP no CRM, recurso ao CFM, compliance hospitalar, LGPD em saúde, contratos médicos e governança clínica.
Prompt de partida
Antes de pedir uma peça, entregue o caso como dossiê de trabalho.
O melhor resultado vem quando a conversa começa com documentos, cronologia, polo, eixo material e objetivo. Se faltar dado crítico, a skill deve perguntar antes de avançar.
Defina o polo do cliente: médico, hospital, clínica, operadora, beneficiário ou paciente.
Indique o eixo do caso: responsabilidade médica, saúde suplementar, PEP/CFM, ANS/ANVISA, SUS ou consultivo.
Anexe ou resuma os documentos centrais: prontuário, consentimento, laudos, exames, contrato, NIP, auto ou decisão.
Organize a cronologia clínica e processual com datas, condutas, evolução, comunicações e prazos.
Explique o objetivo: análise de risco, tese, peça, resposta administrativa, recurso, parecer ou checklist documental.
Informe os pontos que mais preocupam: lacuna probatória, urgência, tese adversa, regulação aplicável ou risco reputacional.
Fluxo de trabalho
Da prova médica à estratégia revisável.
1. Triagem do caso
A skill identifica o polo, o eixo material, a fase, os documentos disponíveis e as lacunas que precisam ser preenchidas antes de avançar.
2. Leitura da prova médica
Prontuário, consentimento informado, laudos, exames e cronologia são tratados como centro da análise, não como anexos periféricos.
3. Enquadramento jurídico e regulatório
O roteiro separa lei, regulação infralegal, ética médica, ANS, ANVISA, SUS, CDC, LGPD e pontos que exigem conferência de vigência.
4. Comparação de teses
A skill contrasta caminhos possíveis, indica fragilidades, risco adverso e decisões que o advogado precisa tomar antes da redação.
5. Estrutura da entrega
Antes da minuta ou parecer, entrega índice, pontos de prova, capítulos prováveis, pedidos e alertas de revisão.
6. Minuta revisável
Quando autorizada, redige em formato de trabalho: com ressalvas, comentários e pontos de validação para revisão profissional.
Princípios de segurança
A skill é mais útil quando se recusa a chutar.
Não inventar súmula, Tema, RE, REsp, resolução CFM, norma ANS ou ato ANVISA.
Não preencher lacuna clínica com suposição: prontuário, consentimento e nexo precisam de base documental.
Não tratar direito médico como cível comum: o eixo técnico-regulatório muda a estratégia.
Não escolher polo automaticamente: defesa de médico, operadora, hospital ou paciente exige rota distinta.
Não transformar estimativa de risco em promessa de resultado.
Revisão profissional
A entrega final deve facilitar decisão, não substituir julgamento.
Conferência de vigência normativa, jurisprudência, prova médica, estratégia, adequação ao caso concreto e protocolo continuam sob responsabilidade integral do advogado.